Vacina contra tétano ainda é ignorada

Um paciente internado em estado grave na UTI do Hospital Universitário (HU), há cerca de 15 dias, correndo risco de morte por causa de uma infecção por tétano, levanta o alerta das autoridades de saúde quanto às necessidades da população adulta para a vacina que previne a doença.
O enfermeiro Roberto de Oliveira, do setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, informou que o paciente internado em estado grave tem 41 anos, reside no Jardim Santa Herminia e que não tem nenhum histórico de vacinação contra o tétano. O enfermeiro disse que está investigando que tipo de acidente causou a infecção do tétano. Segundo ele, dificilmente depois de confirmado o tétano, o estado de saúde é revertido.
Roberto de Oliveira informou que o última morte provocada por tétano em Dourados foi em 2006, quando um homem caiu da bicicleta e feriu a mão. Como não foi dado a devida importância, não se fazendo a assepsia adequada, o ferimento evoluiu para o tétano, levando o paciente a um estado de saúde grave e irreversível.
O profissional explica que o tétano compromete os músculos do corpo e é fatal em até 60% dos casos. Pode surgir a partir de qualquer ferimento em qualquer pessoa. A bactéria entra pelo machucado, seja provocado ou não por metais enferrujados. No Brasil se estima que ocorram mil casos de tétano por ano. “O tétano é uma doença infecciosa grave, mas que pode ser evitada se a pessoa estiver com suas vacinas em dia”, observa o enfermeiro.

VACINA
De acordo com a Vigilância Epidemiológica de Dourados, muitos adultos jamais tomaram a vacina dupla contra tétano e difteria e, mesmo os que já tomaram, costumam esquecer-se das doses de reforço a cada dez anos.
De acordo com a gerente de imunização, Carla Cristina Ribeiro da Silva, a Secretaria Municipal de Saúde não tem um controle da cobertura vacinal dos adultos, apenas das crianças, que muitas vezes ultrapassa aos 100%. “A saúde pública acompanha as primeiras doses quando criança, depois disso já não tem um controle”, explica.
Ela explica que as vacinas contra tétano devem ser tomadas aos dois, quatro, seis e quinze meses de vida e aos cinco anos de idade. Uma dose de reforço deve ser tomada a cada dez anos para garantir a proteção contra a doença. A vacina é gratuita e é encontrada em todos os postos de saúde.
Ela lembra que hoje diversas empresas colaboram bastante exigindo a vacinação no ato de admissão do funcionário. No entanto é importante que todas os empregadores exijam a vacinação do adulto para colaborar com a saúde do trabalhador, orientando sobre a importância da atualização da carteira de vacinação.

RISCOS
A Vigilância Epidemiológica reforça que estão expostos ao risco de contrair tétano, não apenas trabalhadores que atuam em áreas que exigem maior esforço físico, como agricultura e construção civil. A bactéria do tétano pode ser encontrada nos mais diversos ambientes e não apenas em pregos e outros materiais enferrujados, como muitos imaginam.
O tétano é uma doença não contagiosa, causada por toxina produzida pela bactéria Clostridium tetani, que é encontrada nas fezes de animais e humanos, na terra, nas plantas, em objetos e pode contaminar as pessoas que tenham lesões na pele, como feridas, arranhaduras, cortes e mordidas de animais.

COMO EVITAR
Para evitar a infecção por tétano é preciso limpar cuidadosamente com água e sabão todos os ferimentos para evitar a penetração da bactéria, manter o esquema de vacinação em dia e não considerar apenas pregos e outros materiais enferrujados como causadores da doença, pois a bactéria é encontrada nos mais diversos ambientes.

Fonte: O  Progresso

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Data de criação: 22/07/2010
Última atualização: 22/07/2010

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