Pais reclamam de demora na vacinação de bebês
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A espera de crianças para tomar vacinas no Centro de Referência Imunobiológicos Especiais (Crie) do Complexo Hospitalar Universitário Edgard Santos (Hupes) durou horas na manhã desta sexta-feira, 21. Devido ao grande fluxo de pacientes no posto, houve problemas de trocas de fichas pelos funcionários, obrigando algumas mães a aguardarem até o período da tarde.
Walesca Mendonça chegou ao Crie às 9h15 com a filha Ester, de 7 meses, para ser vacinada contra hepatite B e pneumonia, mas a criança só foi chamada para a triagem às 13h. “Minha filha nasceu prematura e precisa tomar essas vacinas. Várias pessoas que chegaram depois de mim já foram atendidas. Isso é uma falta de respeito”, bradava a mãe, que passou mal durante a discussão com as funcionárias do posto.
Quase três horas foi o que esperou Henrique Oliveira para que o seu filho, de pouco mais de 1 mês, fosse atendido e tomasse a vacina contra hepatite B. “As crianças ficam expostas a todo tipo de bactéria, esperando para fazer a triagem. Se fosse adulto, tudo bem, mas um recém-nascido não deveria esperar por triagem para tomar vacina”, argumentou o pai.
A filha de 6 anos da dona de casa Ecília Silva, 41, que tem anemia falciforme e toma regularmente a vacina contra a doença, também ficou para ser atendida no período da tarde por conta do problema com as fichas. “A menina tomou café 7h30 e tem horário certo para se alimentar. Viemos lá de São Tomé de Paripe e ela ainda vai ser a terceira a ser atendida à tarde”, disse.
Campanhas – As vacinas das campanhas contra a H1N1 e a gripe de idosos também estão sendo aplicadas no Crie. Por conta disso, segundo a coordenadora de enfermagem do posto, Ana Conceição Lisboa, o atendimento às crianças ficou prejudicado. “O Crie ia fechar no período vespertino porque não tinha condições de atender à demanda. Estamos trabalhando com duas técnicas (de enfermagem) de manhã e duas à tarde. E uma que foi remanejada da enfermaria (do hospital) para ajudar a suprir a demanda”, explica.
Ana Conceição também justificou a demora no atendimento dos pacientes com a falta de vacinas em postos próximos, como o 5º Centro de Saúde (Centenário). “As vacinas estão acabando nos postos e está sobrecarregando tudo aqui”, explicou.
Crie tenta justificar – Coordenação de enfermagem do Crie explica que o atendimento às crianças ficou prejudicado porque as vacinas contra a H1N1 e a gripe de idosos também estão sendo aplicadas.
Fonte: A Tarde
Última atualização: 08/06/2010
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