Calendário de Vacinação da Mulher
Recomendações da Associação Brasileira de Imunizações (Sbim) – 2010
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VACINAS
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ESQUEMAS
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Não Gestante
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Gestante
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Puérpere
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| HPV | Para mulheres na prevenção da infecção pelo papiloma vírus humano: até 26 anos em três doses, no esquema 0-2-6 meses coma vacina do laboratório MSD ou até 25 anos em três doses, no esquema 0-1-6 meses com a vacina do laboratório GSK. |
sim
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contra-indicada
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sim
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| Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) | Uma ou duas doses (com intervalo mínimo de 4 meses) para mulheres até 49 anos, de acordo com histórico vacinal, de forma que todas recebam no mínimo duas doses na vida. Dose única para mulheres com mais de 49 anos. |
sim
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contra-indicada
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sim
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| Hepatites A, B ou A e B | Hepatite A Duas doses, com intervalo de seis meses após a primeira. |
sim
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sim
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| Hepatite B Três doses, com intervalos de um mês entre a primeira e a segunda e de seis meses entre a primeira e a terceira (0-1-6). |
sim
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recomendada
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sim
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| Hepatite A e B Três doses, com intervalos de um mês entre a primeira e a segunda e de seis meses entre a primeira e a terceira (0-1-6). |
sim
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sim
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| Vacinas contra difteria, tétano e coqueluche | Com esquema de vacinação básica completo Reforço com dTpa (tríplice bacteriana acelular do tipo adulto) e após, uma dose de dT (vacina dupla bacteriana do tipo adulto) a cada dez anos. Com esquema de vacinação básica incompleto |
sim
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vacina dT -
recomendada vacina dTpa – a ser considerada em situações de riscos especiais (4) |
sim
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| Varicela (catapora) | A partir de 13 anos de idade: duas doses com intervalo de dois meses. |
sim
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contra-indicada
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sim
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| Influenza (gripe) | Dose única anual |
sim
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sim
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| Febre Amarela | Uma dose de dez em dez anos para quem vive ou vai se deslocar para áreas endêmicas. |
sim
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sim
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| Vacina antimeringocócica C conjugada | Dose única |
sim
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sim
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Observação:
Sempre que possível, evitar a aplicação de vacinas no primeiro trimestre de gravidez. Vacinas de vírus vivos (tríplice viral, varicela e febre amarela), se possível e de preferência devem ser aplicadas pelo menos um mês antes do início da gravidez e nunca durante a gestação.
Comentários
1. Estão licenciadas duas vacinas contra o HPV. A Vacina Quadrivalente Recombinante contra o papilomavírus humano (tipos 6,11,16,18) da MSD, com esquemas de intervalos de 0-2-6 meses indicada para meninas e mulheres de 9 a 26 anos de idade e a Vacina contra HPV oncogênico (16 e 18, recombinante, com adjuvante AS04), da GSK, com esquemas de intervalos de 0-1-6 meses em meninas e mulheres de 9 a 25 anos de idade.
2. Vacina de vírus atenuados de risco teórico para o feto, portanto, contra-indicada em gestantes.
3. A vacina contra hepatite A é vacina inativada, portanto sem evidências de riscos teóricos para a gestante e o feto e não contra-indicada nessa fase. Deve ser preferencialmente aplicada fora do período da gestação, mas em situações de
risco a exposição ao vírus não está contraindicada em gestantes.
4. A vacina Tríplice bacteriana do tipo adulto (dTpa) é vacina inativada, portanto sem evidências de riscos teóricos para a gestante e o feto e não contra-indicada nessa fase. O uso de dTpa em gestantes está recomendado por ora, somente em situações de risco especial para pertussis, definidas como: gestantes adolescentes; gestantes profissionais de saúde; mulheres grávidas que cuidam diretamente de crianças menores de 12 meses de idade; gestantes que vivem ou trabalhem em comunidades com alta prevalência de coqueluche. Para esses casos, o esquema recomendado é:
Em gestantes previamente vacinadas (com pelo menos três doses de vacina contendo a antitetânica (dT, ATT, DTP ou DTPa): aplicar uma única dose de dTpa, de preferência no segundo ou terceiro trimestre da gestação.
Em gestantes com vacinação incompleta ou desconhecida: aplicar uma dose de dTpa seguida de duas doses de dT com intervalo de dois meses entre elas.
Nos casos em que não se justifique o uso de dTpa em gestantes, o esquema recomendado é:
Em gestantes previamente vacinadas (com pelo menos três doses de vacina contendo a antitetânica (dT, ATT, DTP ou DTPa), tendo recebido a última dose há mais de cinco anos: aplicar uma dose de dT no segundo ou terceiro trimestre e uma dose de dTpa no pós-parto, seis meses após a dT.
Em gestantes com vacinação incompleta: completar o esquema de três doses com uma ou duas doses de dT com intervalo de seis meses entre elas (se já recebeu duas ou uma dose anteriormente e respectivamente) no segundo ou terceiro trimestre e uma dose de dTpa no pós-parto, seis meses após a dT.
Em gestantes com vacinação desconhecida: duas doses de dT com intevalo de dois meses entre elas e uma dose de dTpa no pós-parto, seis meses após a dT.
5. A gestante é grupo de risco para as complicações da infecção pelo influenza.
6. A vacina contra a febre amarela, apesar de vacina de vírus atenuado de risco teórico para o feto (e por isso contra-indicada para gestantes) em regiões onde a doença seja altamente endêmica e o risco da doença, portanto, supere os da vacina, deve ser aplicada mesmo durante a gestação.
7. A vacina meningocócica C conjugada é vacina inativada, portanto sem evidências de riscos teóricos para a gestante e o feto. No entanto, na gestação está indicada apenas nas situações de surtos da doença.
Vale destacar que a amamentação não contra-indica a vacinação.
Fonte: SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES – SBIM
Última atualização: 16/03/2011
