Calendário de Vacinação da Criança

Recomendações da Associação Brasileira de Imunizações (SBIm) – 2010

VACINAS

Do nascimentos aos 2 anos de idade
DISPONIBILIZAÇÃO DAS VACINAS
Ao
nascer

mês
2
meses
3
meses
4
meses
5
meses
6
meses
7
meses
9
meses
12
meses
15
meses
18
meses
POSTOS PÚBLICOS
CLÍNICAS
PRIVADAS
BCG ID
1ª dose
sim
sim
Hepatite B

dose

dose
3a
dose
sim
sim
Tríplice Bacteriana (DTP ou DTAPa) (1)

dose

dose
3a
dose
reforço
DTP
DTP e DTPa
Hemófilo B

dose

dose
3a
dose
reforço
sim
sim
Poliomielite (vírus inativados)

dose

dose
3a
dose
reforço
não
sim
Rotavírus (2)

dose

dose
não
sim
Antipeneumocócia conjugada heptavalente (3)

dose

dose
3a
dose
reforço
sim*
sim
Antimeningocócica C conjugada (4)
1ª dose

dose
reforço
sim*
sim
Influenza (gripe) (5)

dose

dose
reforço
anual
não
sim
Poliomielite oral (vírus vivos atenuados)
DIAS NACIONAIS DE VACINAÇÃO
sim
sim
Febre amarela (6)

dose
sim
não
Hepatite A

dose

dose
não
sim
Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)

dose
sim
sim
Varicela (catapora) (7)

dose
não
sim
HPV (8)
não
sim
Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa)
não
sim
VACINAS
Dos 3 aos 14 anos
DISPONIBILIZAÇÃO DAS VACINAS
3
anos
4
anos
5
anos
6
anos
11-12
anos
14
anos
POSTOS PÚBLICOS
CLÍNICAS
PRIVADAS
BCG ID
sim
sim
Hepatite B
sim
sim
Tríplice Bacteriana (DTP ou DTAPa) (1)
reforço
DTP
DTP e DTPa
Hemófilo B
sim
sim
Poliomielite (vírus inativados)
reforço
não
sim
Rotavírus (2)
não
sim
Antipeneumocócia conjugada heptavalente (3)
não
sim
Antimeningocócica C conjugada (4)
não
sim
Influenza (gripe) (5)
reforço anual
não
sim
Poliomielite oral (vírus vivos atenuados)
DIAS NACIONAIS
DE VACINAÇÃO
sim
sim
Febre amarela (6)
sim
não
Hepatite A
não
sim
Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
2ª dose
sim
sim
Varicela (catapora) (7)
2ª dose
não
sim
HPV (8)
3 doses
não
sim
Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa)
reforço
não
sim

* Desde março de 2010, as crianças de até dois anos de idade passaram a seren imunizadas contra doenças como meningite, pneumonia, sinusite e otite em todo o país atravpes das vacinas pneumocócica 10-valente e a anti-meningococo C

VACINAS COMBINADAS:

VACINA SÊXTUPLA (“HEXA”): o uso da vacina combinada com seis componentes – vacinas contra hepatite B, tríplice bacteriana acelular, contra infecções por hemófilos do tipo b e contra a poliomielite (com vírus inativados) – deve ser adotado sempre que possível, com o intuito de diminuir o número de injeções e reduzir a frequencia e a intensidade de eventos adversos.

VACINA QUÍNTUPLA (“PENTA ”): o uso da vacina combinada com cinco componentes – vacinas tríplice bacteriana acelular, contra infecções por hemófilos do tipo b e contra a poliomielite (com vírus inativados) – deve ser adotado sempre que possível, pelos mesmos motivos citados para a vacina sêxtupla, quando não se pretende incluir na administração a vacina contra a hepatite B.

COMENTÁRIOS

(1) O uso da vacina tríplice bacteriana acelular (DTPa) é preferível ao da vacina tríplice bacteriana de células inteiras (DTP), pois a sua eficiência é semelhante à da DTP e porque os eventos adversos associados com sua administração são menos freqüentes e menos intensos do que os induzidos pela DTP. Além disso, as apresentações combinadas à DTPa permitem o uso da vacina inativada contra poliomielite.

(2) As vacinas contra infecções por rotavírus licenciadas para uso no Brasil devem ser indicadas o mais precocemente possível, a partir de seis semanas de idade. A vacina produzida pelo laboratório GSK está disponível na rede pública, no esquema: primeira dose aos 2 meses e a segunda dose aos 4 meses, sendo que a primeira dose não poderá ser aplicada após 14 semanas de vida e a segunda após 24 semanas de vida. A vacina produzida pelo laboratório MSD está disponível apenas na rede privada, com esquema de três doses: a primeira dose aos 2 meses, a segunda dose aos 4 meses e a terceira dose aos 6 meses, sendo que a primeira dose não poderá ser aplicada após 12 semanas de vida, a segunda após 22 semanas de vida e a terceira 32 semanas de vida. As vacinas contra o rotavírus estão contra-indicadas para imunodeprimidos.

(3) Começar o esquema de vacinação com a vacina antipneumocócica conjugada heptavalente o mais precocemente possível (no segundo mês de vida). Quando a aplicação dessa vacina não tiver sido iniciada aos dois meses de vida, o esquema de sua administração varia conforme a idade em que a vacinação for iniciada: entre 7 e 11 meses de idade:
duas doses com intervalo de dois meses, e terceira dose aos 15 meses de idade; entre 12 e 23 meses de idade: duas doses com intervalo de dois meses; a partir do segundo ano de vida, dose única, exceto em imunodeprimidos que devem receber 2 doses com intervalo de dois meses entre elas.

(4) A vacina antimeningocócica C conjugada pode ser aplicada a partir dos 2 meses de idade. Recomenda-se iniciar a vacinação ainda no primeiro ano de vida visto a incidência e letalidade maior nessa faixa etária. Como as demais vacinas conjugadas é recomendada dose de reforço no segundo ano de vida.

(5) A vacina contra a influenza (gripe) deve ser aplicada a partir dos 6 meses de idade, respeitando-se a sazonalidade
da doença.

(6) A vacina contra a febre amarela deve ser indicada para habitantes de áreas endêmicas e pessoas que vão
viajar para essas regiões.

(7) Estima-se que uma só dose da vacina contra a varicela induza imunidade contra a infecção em 70% a 90% das
crianças que a receberam, e em 95% a 98%, contra as formas graves da doença. Contudo, não é incomum a ocorrência dessa virose em crianças já vacinadas. Portanto, recomenda-se duas doses da vacina com um intervalo mínimo de 3 a 4 meses.

(8) A princípio, apenas as meninas deverão ser vacinadas. Sempre que possível, a vacina anti-HPV deve ser aplicada preferencialmente na adolescência, antes de iniciada a vida sexual, entre 11 e 12 anos de idade. Duas vacinas estão disponíveis no Brasil: Vacina Quadrivalente Recombinante contra o papilomavírus humano (tipos 6,11,16,18) da MSD, com esquemas de intervalos de 0-2-6 meses, indicada para meninas e mulheres de 9 a 26 anos de idade e a Vacina contra HPV oncogênico (16 e 18, recombinante, com adjuvante AS04), da GSK, com esquemas de intervalos de 0-1-6 meses em meninas e mulheres de 9 a 25 anos de idade.

Fonte: SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES – SBIM

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Data de criação: 23/06/2009
Última atualização: 08/12/2010

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13 Comentários Publicados

  • fabio ferreira — 25/03/2010 @ 7:47

    obrigado


  • wilson ferreira — 26/03/2010 @ 11:27

    sera que ira ter doses suficentes da vacina h1n1 para toda população que se en,quadra no calendario do ministerio da saude?


  • admin — 07/04/2010 @ 7:07

    Wilson, o Ministério da Saúde informa que o número de dose adquiridas é suficiente para o público prioritário.


  • CARLA — 03/05/2010 @ 14:43

    Quando chega a vacina de pneumonia no Rio Grande do Norte? em Natal-RN


  • Calendário de Vacinas — 14/05/2010 @ 7:25

    Carla,
    é importante você checar essa informação na própria secretária municipal de saúde do seu município. Procure o setor de imunização.


  • luciana — 06/07/2010 @ 14:06

    È muito importante esta checando o calendário pois sempretem vacinas novas para ser dadas


  • Angela Maria O França — 18/10/2010 @ 17:15

    É muito importante as informações fornecidas,mas na realidade algumas vacinas alistadas não fazem parte do calendário da rede pública,somente na rede particular.


  • Calendário de Vacinas — 20/10/2010 @ 7:51

    Angela, no quadro de vacinas é expresso quando a vacina é fornecida na rede pública ou privada, já que os pediatras recomendam algumas vacinas que não são disponibilizadas na rede pública.


  • Kelly — 18/11/2010 @ 17:05

    Pessoal do site, presta atençao nas informaçoes divulgadas. A numeraçao nos comentarios não corresponde a numeraçao do quadro de vacinas. ?????


  • Calendário de Vacinas — 08/12/2010 @ 8:37

    Kelly, obrigada pelo alerta. corrigimos as correspondências das numerações.


  • Neide Oliveira — 01/05/2011 @ 15:21

    Que bom, é sempre muito legal atualizar conhecimentos, eu estava meio perdida em relação á estas novas descobertas.Foi bastante aproveitável .


  • Mary Elaine R. Araújo — 17/06/2011 @ 13:45

    As informaçoes são importantissimas, muito bem explicadas, mas o calendário é complicado de entender. Na minha opinião deveria fazer um calendário mais facíl de ser compreendido. Uma pessoa que não trabalha na área de saúde terá dificuldades de ler esse calendário…


  • Calendário de Vacinas — 27/06/2011 @ 12:22

    Mary, vamos tentar melhorar o entendimeto do calendário. obrigada



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